17 de fevereiro de 2010

Como devo chegar à Loja?

Amados irmãos.

Qual o estado de ânimo do maçom ao chegar a Loja?
1º - Cumprimentar seus irmãos com alegria e ser amável ao abraçar cada um, demonstrando a satisfação em participar daquela reunião.
2º - Se necessário, ajudar na preparação da loja e aproveitar a oportunidade para ensinar aos aprendizes os porquês de cada objetivo e seu significado.
3º - Procurar cumprir e estimular os Irmãos para que a reunião tenha início no horário previsto.
4º - Abandonar os problemas ditos "profanos" antes de entrar na sala dos passos perdidos.
5º - Tudo o que for realizar, faça com amor e gratidão, pois muitos desejariam estar participando e não podem.
Lembre-se:  MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ (SABER-QUERER-OUSAR-CALAR)

Voce pretende ir à Loja hoje?
1º - Sua participação será sempre mais positiva quando seus pensamentos forem mais altruísticos.
2º - Participação positiva será daquele que, com poucas palavras, conseguir contribuir muito para as grandes realizações.
3º - Ao falar, passe pelo crivo das "peneiras", seja sempre objetivo e verdadeiro em seu propósito.  Peneiras: 1) Verdade 2) Bondade 3) Altruísmo.
4º - Às vezes um irmão precisa ser ouvido; dê oportunidade a ele para manifestar-se.
5º - Falar muito quase sempre cansa os ouvintes e pouco se aproveita. Fale pouco para que todos possam absorver algo de importante e util que você tenha a proferir.

Entendendo meus irmãos.
1º - Eu não posso e não devo fazer julgamentos precipitados daqueles que comigo convivem. 2º - Estamos todos na escola da vida aprendendo a relacionar-nos uns com os outros, e o discernimento é diferente de pessoa para pessoa.
3º - Quanta diversidade existe nas formações individuais. Desejar que o meu Irmão pensa como eu é negar a sua própria liberdade.
4º - Temos a obrigação de orientar, ensinar, mas nunca impor pontos de vista pessoais inerentes ao nosso modo de ver, sentir e reagir.
5º - Não é por acaso que nos é sempre cobrada a tolerância. Devo aprender a ser tolerante primeiro comigo mesmo e, então, estende-la aos demais.

Dia de reunião! Voce já sabe o que tem a fazer?
Iº - Hoje é dia de reunião, vou dar uma lida no meu ritual para não esquecer os detalhes!
2º - Mesmo que eu já saiba de cor o ritual, não devo negligenciar meu cargo ou minha função em Loja.
3º - Se o irmão cometer alguma falha, corrija: se possível, com discrição, sem fazer disso motivo de chacota e gozação.
4º - Quando a cerimônia é desenvolvida por todos de forma consciente e com amor, todo o ambiente reflete a atmosfera de paz e tranqüilidade entre todos.
5º - O ritual deve ser cumprido em todos os seus detalhes. Quando participado com boa vontade, tudo fica mais belo, sem falhas, sem erros, proporcionando um bem estar geral.

Como devo me apresentar em loja?
Iº - O templo é o lugar onde acontece a reunião dos Irmãos imbuídos do desejo de evoluir e contribuir para a evolução dos demais.
2º - Valorizar a reunião, apresentar-se com sua melhor roupa, ou seja: Despido de toda maldade, manter os pensamentos nobres e altruísticos, valorizando cada Irmão e cumprindo com todas as regras existentes.
3º - Traje limpo, com bom aspecto, revela a personalidade de quem o usa e influenciará diretamente no relacionamento entre os participantes daquela reunião. Tomemos cuidado, pois!
4º - Aquele que é fiel no pouco será fiel no muito, aquêle que é infiel no pequeno será igualmente infiel no grande. Cuidado com os relapsos, eles não respeitam nem a si próprio!
5º - Bom seria que todos fossem responsáveis; cabe a cada um de nós criticar construtivamente, visando sempre ao progresso do Irmão imaturo cujo comportamento nos causa constrangimento.

Elegância.
1º - Como é gratificante constatarmos a elegância de um Irmão; verificar em seu comportamento a expressão de uma educação fina e irrepreensível.
2º - É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
3º - A elegância deve nos acompanhar desde o acordar até a hora de dormir; devemos manifestá-la sempre, nos mais simples relacionamentos, onde não existam fotógrafos nem câmeras de televisão.
4º - Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando para só depois mandar dizer se atende.
5º - Se os amigos, os Irmãos, não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfruta-la. Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe, não é frescura.
É A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO...
O Iniciado
1º - Quando vossos olhos se abriram para a verdadeira luz, uma infinidade de objetos, novos para o vosso entendimento, atraiu a vossa atenção.
2º - As diversas circunstâncias que rodearam a vossa recepção, as provas a que fostes submetidos, as viagens que vos fizeram efetuar e os adornos do templo em que vos encontraste, tudo isso reunido deveria ter excitado a vossa curiosidade, e para satisfazê-la não há outro caminho senão o da busca do conhecimento e da verdade.
3º - A maçonaria, cuja origem se perde na noite dos tempos, teve sempre por especial escopo agremiar todos os homens de boa vontade que, convencidos da necessidade de render sincero culto à virtude, procuram os meios de propagar o que a doce e sã moral nos ensina.
4º - Como esses homens desejam trabalhar nessa obra meritória com toda tranqüilidade, calma e recolhimento, reúnem-se para isso nos Templos Maçônicos.
5º - Os verdadeiros Maçons trazem constantemente na sua memória não somente as formas gráficas dos símbolos maçônicos, como, e muito principalmente, as grandes verdades morais e científicas que os mesmos representam. Sejamos então todos verdadeiros.

Livre e de bons costumes.
1º - Para que um candidato seja admitido à iniciação, a maçonaria exige que ele seja "livre e de bons costumes".
2º - Existindo os servos, durante a idade média, todas as corporações exigiam que o candidato a Aprendiz para qualquer ofício tivesse nascido livre", visto que, como servo ou escravo, ele não era dono de si mesmo.
3º - De bons costumes por ter orientado sua vida para aquilo que é mais justo, mais elevado e perfeito.
4º - Essas duas condições tornam o homem qualificado para ser maçom e com reais possibilidades de desenvolver-se a fim de tornar-se um ser perfeito.
5º - Verdadeiro Maçom é: "Livre dos preconceitos e dos erros, dos vícios e das paixões que embrutecem o homem e fazem dele um escravo da fatalidade.

O que não devo esquecer.
1º - A maçonaria combate a ignorância, de todas as formas com que se apresenta.
2º - Devo cultivar o hábito da leitura para enriquecer em conhecimento, ajudar de forma consciente todos aqueles que estão a minha volta.
3º - Estar atento e lembrar sempre a meus irmãos que um maçom tem de ter uma apresentação moral, cívica, social e familiar sem falhas ou deslize de qualquer espécie.
4º - Não esquecer: as palavras comovem, mas os exemplos arrastam! Tenho, como Maçom que sou, de servir sempre de exemplo, em qualquer meio que estiver.
5º - Lutar pelo princípio da eqüidade, dando a cada um, o que for justo, de acordo com a sua capacidade, suas obras e seus méritos.

O tronco de beneficência.
1º - Possui várias denominações, como: Tronco de solidariedade, de Beneficência, dos Pobres, da Viúva, etc.
2º - A segunda bolsa é conduzida pelo Hospitaleiro, que também faz o giro, obedecendo a hierarquia funcional; oferece a bolsa aos Irmãos sem olhar para a mão que coloca o óbolo.
3º - Contribuir financeiramente para a beneficência é um dos deveres mais sérios de todo maçom, uma vez que, junto com o seu óbolo, lança os "fluidos espirituais" que o acompanham, dando afinal muito mais que os simples valores materiais.
4º - "Mais bem aventurado é o que dá, do que o que recebe", é um preceito bíblico que deve estar sempre em nossa mente.
5º - Quando colocamos o nosso óbolo, devemos visualizar o destinatário, enviando-lhe nosso carinho e votos de prosperidade.

Autor desconhecido

(Recebido por e-mail)

18 de janeiro de 2010

O Homem Perfeito

O Homem Perfeito

A virtude subdivide-se em quatro aspectos: refrear os desejos, dominar o medo, tomar as decisões adequadas, dar a cada um o que lhe é devido. Concebemos assim as noções de temperança, de coragem, de prudência e de justiça, cada qual comportando os seus deveres específicos. A partir de quê, então, concebemos nós a virtude? O que no-la revela é a ordem por ela própria estabelecida, o decoro, a firmeza de princípios, a total harmonia de todos os seus actos, a grandeza que a eleva acima de todas as contingências. A partir daqui concebemos o ideal de uma vida feliz, fluindo segundo um curso inalterável, com total domínio sobre si mesma. E como é que este ideal aparece aos nossos olhos? Vou dizer-te. O homem perfeito, possuidor da virtude, nunca se queixa da fortuna, nunca aceita os acontecimentos de mau humor, pelo contrário, convicto de ser um cidadão do universo, um soldado pronto a tudo, aceita as dificuldades como uma missão que lhes é confiada. Não se revolta ante as desgraças como se elas fossem um mal originado pelo azar, mas como uma tarefa de que ele é encarregado. «Suceda o que suceder», — diz ele — «o caso é comigo; por muito áspera e dura que seja a situação, tenho de dar o meu melhor!» Um homem que nunca se queixa dos seus males nem se lamenta do destino, temos forçosamente de julgá-lo um grande homem! Tal homem dá a conhecer a muitos outros a massa de que é feito, brilha tal como um archote no meio das trevas, atrai para junto de si todas as almas, dada a sua impassível tranquilidade, a sua completa equanimidade para com o divino e o humano. Tal homem possui uma alma perfeita, levada ao máximo das suas potencialidades, tal que acima dela nada há senão a inteligência divina, uma parte da qual, aliás, transitou até este peito mortal. E nada há de mais divino para o homem do que meditar na sua mortalidade, consciencializar-se de que o homem nasce para ao fim de algum tempo deixar esta vida, perceber que o nosso corpo não é uma morada fixa, mas uma estalagem onde só se pode permanecer por breve tempo, uma estalagem de que é preciso sair quando percebemos que estamos a ser pesados ao estalajadeiro.

Séneca, in "Cartas a Lucílio"

5 de janeiro de 2010

A Origem dos Vigilantes

"A ampla simbologia maçônica, que evoluiu para interpretações morais e místicas no seu avanço especulativo ou moderno, nasceu na sua maioria dos costumes e da organização das corporações de construtores, basicamente fundamentada em suas funções e trabalho. Nos rituais, podemos entender muito destas razões".

Entre as corporações de ofício da Idade Média, hoje englobadas, sob o rótulo de Maçonaria de Ofício ou Operativa, destacava-se a dos Canteiros, ou esquadrejadores de pedras, ou seja, os obreiros que tornavam cúbica a pedra bruta, dando-lhe cantos, para que ela pudesse se encaixar nas construçôes. (Canteiro é o operário que trabalha em Cantaria, palavra derivada de canto, já que a função é fazer os cantos, ou ângulos retos na pedra).

Os canteiros costumavam delimitar os seus locais de trabalho (que, por extensão, acabaram sendo chamados de canteiros de obras, denominação encontrada até hoje), cercando-os com estacas fincadas no chão e nas quais eram introduzidos aros de ferro, que se ligavam a outros elos, formando uma corrente. A abertura dessa cerca estava na parte ocidental do recinto de obras. Transpondo-se essa cerca, encontrava-se, bem na entrada, na parte frontal, ou lateral, um barracão, que funcionava como uma espécie de almoxarifado, onde eram guardados os planos da obra, o material de trabalho e os instrumentos necessários.

Como responsável por todo esse material, havia um operário graduado, que era o Warden, ou seja, Zelador, ou Vigilante. Este obreiro, além de tomar conta de todo o material, pagava o salário aos operários, despedindo-os então, no fim da jornada diária de trabalho. Posteriormente, para maior agilização dos trabalhos foi criado o encargo de mais um zelador, ou vigilante, postado geralmente ao sul, ou ao meio-dia. O hábito de chamar o sul de meio-dia é originário da França, onde o sul é chamado de midi.

Assim, esse hábito dos trabalhadores medievais, principalmente dos canteiros, além de ser a origem da Cadeia de União e até da Corda de Oitenta e um Nós, deu, também, origem aos cargos de Vigilantes de uma Oficina maçônica, os quais, além de outras funções, devem, simbolicamente, ao fim do dia de trabalho, pagar aos obreiros o salário da jornada diária, despedindo-os, então, contentes e satisfeitos, por terem recebido sua paga.

Retirado do site: http://www.filhosdaviuva.com.br/2008/03/origem-dos-vigilantes.html 

4 de janeiro de 2010

Iniciação

A INICIAÇÃO

Nada mais é que a recepção que é praticada por aquele que é candidato a se associar a uma Loja Maçônica, uso o termo associar de acordo com as leis civis existentes em nosso país.
Uma maçonaria sem base iniciática nada mais é que uma sociedade filantrópica.
É necessária que haja uma morte metafórica e simbólica, assim tal a fênix que renasce das cinzas, o novo associado se desnuda de suas paixões, vaidade e intransigência, o que nos leva ao pensamento do Filósofo e filólogo Nietzsche, em seu livro Zaratustra, "É preciso haver morte para que surja o super-homem; ele indica a necessidade da superação de si mesmo e com isso aponta para uma nova maneira de sentir, pensar, avaliar" e é esta a diferença entre o iniciado e o não iniciado.
É uma maiêutica (parto), termo usado pelo filósofo Sócrates, para uma nova vida que se descortinará na vida do iniciado.
A iniciação é o primeiro passo e é necessário para se ingressar na escalada maçônica, muitos passam pelo processo de iniciação e não prosseguem na busca de novos conhecimentos e aperfeiçoamento, isto é abandonam por qualquer motivo a ordem maçônica.
Matemáticos e filósofos constataram que nós somos números e símbolos.
O simbolismo representa a base, o fundamento de toda a maçonaria do mundo, ou seja, universal.
O iniciado tem que aprender gradativamente os símbolos e alegorias.
Quem seja incapaz de compreender os símbolos se achará sempre na posição de não iniciado e que entrando em um templo maçônico, mesmo lendo um livro, revista, a mídia eletrônica ou outra fonte de pesquisa referente à maçonaria, observa toda uma série de objetos, que lhe parece familiar, mas não entende o seu significado.
Símbolo = Figura, marca, qualquer objeto físico que apresenta um significado convencional.
Alegoria = Forma figurada de um pensamento, ficção ou metáfora que na expressão tem um significado e no sentido, outro.

AS VIAGENS

Já foi dito que o homem, para se tornar maçom, tem que ser submetido às provas que constam nos Rituais e é necessário que se cumpra as partes ritualística, que por sua vez são conhecidas por viagens.
O candidato está cego, por esta razão não enxerga o que se passa a sua volta, ele faz um trajeto sempre conduzido por um Ir.,experiente.
Simbolicamente, os caminhos são cheios de obstáculos, que ele candidato terá que superá-los, estes caminhos, representam os perigos em sua vida, bem ele venceu esta primeira fase.
Em outra viagem, tão importante quanto a primeira, ele encontrará novos desafios, trovões, tempestades, ruídos de espadas e termina com um lavar de mãos, significando que ele está em parte purificado, por esse elemento da natureza que é a água.
Depois de tantos obstáculos que foram superados a seqüência é fazer um trajeto mais tranqüilo e silencioso, ele enfrenta agora outra purificação, o elemento da natureza é o fogo, que serve para ativar bem o coração no candidato o amor aos seus iguais, a fraternidade e a caridade.
Estas provas representam no candidato o seu renascimento e morte para os seus preconceitos, erros e ilusões.


PÉRICLES NEVES .’. M .’. I .’. GR .’. 33
PEDRO NEVES .’. M .’. I .’. GR .’. 33
SITE: www.pedroneves.recantodasletras.com.br

Legitimidade

LEGITIMIDADE

Os buscadores do conhecimento Místico, Esotérico e Espiritual, nas Ordens Iniciáticas, devem procurar sempre usar o livre arbítrio em suas avaliações.
É de praxe que todas as Ordens Iniciáticas, sem exceção, digam que são as legítimas herdeiras de Abraão, Noé, Moisés, Salomão, Thutankamon, etc. Quanto mais "antiga" (tempo, idade, referência temporal) pensam que são, mais legítimas elas serão.
Não é por trilhar o caminho em determinadas obediências que o buscador se tornará legítimo, o mais importante é o resultado a ser obtido.
Aprendemos que antiguidade é posto apenas no militarismo.
Para que uma Ordem Iniciática ou obediência sejam consideradas sérias, não é necessário tenham documentos da época de Salomão ou thutankamon, se é que os possuem. Os documentos podem ser criados ou alterados com verdades ou mentiras, ou ambas em conjunto.
A regularidade de uma ordem se dá com o cumprimento de seus objetivos estatutários.
Os papéis valem apenas para se “tentar” legitimar as Ordens.
Para se chegar ao objetivo, pode-se trilhar diversos caminhos, que devem ser analisados somente após serem observados, experimentados e sobretudo comparados (processo empírico).
A fraternidade tão propalada em Ordens Iniciáticas nem sempre é verdadeira. Os associados raramente se intervisitam, não procuram se conhecer fora dos encontros. Nem sempre são solidários, julgam-se donos da verdade. Isso ocorre nas Templárias, Gnósticas, Rosacruzes, Maçônicas, etc.
Ao ingressarmos em uma Ordem Iniciática, temos que ter conhecimento que o que nos vai ser passado já foi descoberto e revelado, não existem mistérios a serem descobertos. Tudo já foi escrito, publicado e divulgado a outros.
As Organizações iniciáticas organizam o que recebem da “tradição”, ou seja, o conjunto de símbolos comuns a todas as Ordens Iniciáticas e Religiosas, que não são de propriedade exclusiva a nenhuma delas, e os repassam para os seus adeptos, a fim de orientá-los na caminhada.
As Ordens Iniciáticas jamais se unificarão, são todas como frutos de uma árvore que, ao caírem ao solo, espalham a sua semente que irá se frutificar em novas árvores. Mas sempre farão parte do mesmo ramo, não são desconhecidas. Devem, porém, viver sempre em harmonia e concórdia.
Quem venha a pertencer a uma Ordem Iniciática, e a julgue legítima, deve parar para pensar que se ele um dia mudar para outra, ele não poderá se tornar ilegítimo, e que o contrário também é verdadeiro, se ele não for considerado legítimo, se mudar para outra imediatamente será considerado legítimo, tudo isso, em apenas 24 horas. O que é importante? Seguir e cumprir as normas iniciáticas, ou fazer parte de uma ordem ou outra? Afinal, você não deixa de ser você, em nenhuma delas, a sua personalidade não muda.
Temos a obrigação de oferecer o melhor de nós dentro de cada Ordem, respeitando as demais, salientando as semelhanças, e não as diferenças.
Como se diz, somos todos irmãos.
Devemos estar de pé e à ordem, com a chegada de um novo dia.
Que tudo nos una, que nada nos separe.

autoria: Pedro Neves / http://www.pedroneves.recantodasletras.com.br

3 de janeiro de 2010

Excerto a Vitrúvio - Arquitetura e Arquitetos

Para quem não conhece a obra desta figura histórica.
Ensinamentos para os futuros construtores, e como bem todos sabem maçom=pedreiro=construtor.
Interessante que esse texto trata sobre Arquitetura e Arquitetos !. Segue link abaixo.


Crata Repoa

Crata Repoa


CRATA REPOA

AS INICIAÇÕES AOS ANTIGOS MISTÉRIOS
DOS SACERDOTES DO EGITO

PREPARAÇÃO

Quando um aspirante desejava entrar à Antiga e Misteriosa Sociedade de Crata Repoa, tinha de ser recomendado por um dos Iniciados. A proposição era feita geralmente pelo Rei mesmo, que escrevia uma autorização aos Sacerdotes 1 . Havendo sido apresentado em Heliópolis, o Aspirante era derivado aos sábios da Instituição em Memphis, e estes o enviavam a Tebas (Porfírio - Vida de Pitágoras). Aqui era circuncidado 2 (Heródoto, livro 2º. Clemente de Alexandria, Stromat. I). Eles o punham em dieta, proibindo certos alimentos, como vegetais e pescado, também vinho 3 , porém depois de sua iniciação esta restrição era atenuada. O obrigavam a passar vários meses encerrado em uma cripta 4 , abandonado a suas reflexões, permitindo que ele escrevesse seus pensamentos. Logo era examinado estritamente para determinar os limites de sua inteligência. Quando chegava o momento de retirá-lo da cripta, o conduziam a uma galeria rodeada com as colunas de Hermes, sobre as que estavam gravadas as máximas que devia aprender de coração (Jâmblico, de Mysteriis. Pausanias, livro I, disse expressamente que estas colunas se encontravam em subterrâneos próximos de Tebas).
Quando conseguia, um Iniciado chamado Thesmophores (Introdutor) o abordava. Tinha em sua mão um grande chicote, com o qual mantinha as pessoas afastadas da entrada, chamada de “A Porta do Profano”. Ele introduzia o Aspirante à gruta, onde vendava seus olhos, pondo ataduras elásticas em suas mãos.

PRIMEIRO GRAU – PASTOPHORIS

O Aprendiz era encarregado de custodiar a entrada que conduz à Porta dos Homens. O aspirante, havendo sido preparado na cripta 5 , era conduzido da mão pelos Thesmophores e apresentado na porta dos Homens (Apuleio, Metamorfosis, livro 2). (Cicero, De Legibus, livro 2 - Mysteriis ex agreste imanique vita exculti ad humanitatem, et mitigatisumus.). A sua chegada, os Thesmophores tocavam o ombro do Pastophoris (um dos últimos aprendizes), que custodiava o exterior, e o incitava a anunciar al Aspirante, o que fazia golpeando na porta de entrada (Este ato está representado numa das Pirâmides). Havendo dado resposta satisfatória às perguntas que lhe formulavam, o Neófito era admitido, abrindo a Porta dos Homens.
O Hierofante o interrogava novamente sobre vários temas, e o Neófito respondia categóricamente (Plutarco, em Lacon Apoph. Lisandro). Eles o faziam girar em volta da Birantha (Histoire du Ciel, livro 1, pág. 44), esforçando-se por aterrorizá-lo por meio de luzes artificiais, aplausos estrondosos, granizo, chuva e tempestade (Eusébio. Cesar, Preparat Evangel. Clemente de Alexandria, Admonit ad Gent.).
Se apesar disto, ele não se desanimasse, o Menes, o leitor das leis, fazia a leitura da constituição da Sociedade, a qual prometia ajustar-se. Logo desta adesão, o Thesmophores o conduzia com a cabeça descoberta, frente ao Hierofante, ante quem se ajoelhava. Eles tomavam o juramento de fidelidade e discrição ao mesmo tempo que colocavam a ponta de uma espada na sua garganta, invocando o Sol, a Lua e as Estrelas para testemunhar sua sinceridade (Alexander ab Alexandro, livro 5, cap. 10).
Então retiravam a venda de seus olhos e situado entre duas colunas quadradas, chamadas Betilies (Eusébio, Demonst. Evang. Livro 1). Entre estas colunas se colocava uma escada de sete degraus, e outra figura alegórica de oito portas de diferentes dimensões (Orígenes, Cont. Cels. - pág.34 da tradução de Buchereau). O Hierofante não explicava no momento o sentido misterioso dos emblemas, porém se dirigia a ele como segue:

“A ti que vem adquirir o direito de escutar, te digo: as portas deste Templo estão firmemente fechadas para os profanos, eles não podem entrar aqui, porém tu, Menes, Museo, Filho de Celestiais trabalhos e investigação, escuta minhas palavras, pois tenho de revelar-te grandes verdades. Guarda-te dos prejuízos e paixões que podem afastar-te do verdadeiro caminho da felicidade, fixa teus pensamentos sobre o Ser divino e conserva-o para sempre ante teus olhos, ao final de um melhor governo de teu coração e teus sentidos. Se tu desejas de coração passar o verdadeiro sendeiro à felicidade, recorda que estás sempre na presença do Todo Poderoso ser que governa o universo. Este único ser produziu todas as coisas, através d”Ele existem 6 , Ele as preserva; nenhum mortal pode contemplá-lo, e nada pode ser ocultado ao Seu olhar” (Eusébio, Preparat Evangel. 1-13. Clemente de Alexandria, Admonit. Ad Gent.).

Depois desta alocução, faziam o aprendiz subir a escada e diziam que isso era um símbolo da Metempsicose. Também o ensinavam que os nomes e atributos dos Deuses tinham um significado mais elevado que o conhecido pelo povo. A instrução deste grau era científica ou física; explicavam a causa dos
ventos, relâmpagos e trovões; ensinavam anatomia e a arte da cura, e como fazer medicamentos. Também ensinavam a linguagem simbólica e a escritura hieroglífica (Jâmblico, Vida de Pitágoras). A recepção finalizava, o Hierofante dava ao Iniciado a palavra pela qual se reconheciam mutuamente. Esta palavra era Amoun, que significava: seja discreto (Plutarco, De Ísis e Osíris). Também lhe ensinavam o toque de mão (Jâmblico, Vida de Pitágoras). Eles lhe colocavam uma espécie de capuz que terminava em uma forma piramidal e lhe vestiam um mandil chamado Xylon. Em volta de seu pescoço levava um colar com borlas que caiam sobre seu peito. À parte disto, estava sem outras vestimentas. Seu trabalho consistia em atuar como Guardião da Porta dos Homens.

SEGUNDO GRAU – NEOCORIS

Este grau, e o seguinte, representam cerimônias similares na Maçonaria Simbólica, e tem também afinidade com dois dos mais altos graus da Série do Conselho[Concilio].
Se o Pastophoris, durante o ano de sua aprendizagem, deu suficientes provas de sua inteligência, o submetiam a uma severa prova para prepara-lo para o grau de Neocoris (Annobius, liv.5). Havendo transcorrido o ano, era levado a uma obscura câmara chamada Endymion (Gruta dos Iniciados). Ali belas mulheres lhe serviam uma deliciosa comida para repor suas forças desgastadas, que eram esposas dos Sacerdotes ou virgens dedicadas a Diana. Elas o incitavam ao amor por meio de gestos. Ele devia triunfar nestas dificultosas provas para dar prova de controle sobre suas paixões 7 .
Depois disto, o Tesmophores aparecia e fazia uma variedade de perguntas a ele. Se o Neocoris respondia corretamente, o conduzia à assembléia. O Stolista (o Espargidor) lançava água sobre ele para purificá-lo. Eles requeriam sua declaração, afirmando que havia sido conduzido com sabedoria e castidade. Logo de uma declaração satisfatória, o Tesmophores se dirigia a ele, tendo em sua mão uma serpente viva, que lançava sobre seu corpo, porém que afastava com a parte inferior de seu mandil (Julius Firmicus Maternus, cap. 2, diz que era uma serpente artificial dourada).
A câmara parecia estar cheia de répteis, para ensinar ao Neocoris a suportar o terror corporal 8 . Quanto maior for a coragem mostrada na prova, tanto mais era louvado depois da recepção. Então o guiavam para duas altas colunas, entre as quais se havia um grifo empurrando uma roda (Ver a representação no Grande Gabinete Romano). As Colunas indicavam o Leste e o Oeste. O grifo era o emblema do Sol, e os quatro raios da roda indicavam as quatro estações.
Eles o instruíam na arte de interpretar o higrômetro, por meio do qual mediam as inundações do Nilo; o instruíam na geometria e na arquitetura, e nos cálculos e medições que posteriormente teria que utilizar. Porém estes eram grandes segredos, somente revelados a aqueles cujo conhecimento estava muito acima do comum das pessoas.
Sua insígnia era um bastão com uma serpente entrelaçada 9 (O caduceu de Mercúrio, emblema do movimento do Sol em torno da eclíptica). A palavra do grau era Eve [Eva], e nesta oportunidade lhe relatavam a queda da raça humana 10 . O signo consistia em cruzar as mãos sobre o peito (Norden dá desenhos deste tipo).
O trabalho do Neocoris consistia em lavar as colunas.

TERCEIRO GRAU - MELANEPHORIS
A PORTA DA MORTE

O Iniciado deste grau recebia o nome de Melanephoris. Quando o Neocoris, por inteligência e boa conduta se fazia merecedor do grau, era levado imediatamente para a recepção. Era conduzido pelo Tesmophores ao vestíbulo, por cima de cuja entrada tinha a inscrição “Porta da Morte”. O lugar estava repleto de diferentes espécies de múmias e sarcófagos, com análogas ornamentações nas paredes. Sendo o lugar da morte o Neófito encontrava o Parakistes.
Também aqui encontrava aos Heroi, aqueles que abrem os corpos, ocupados em seus labores (Ver os desenhos de Norden). No meio do vestíbulo era colocado o ataúde de Osíris, e dado que se supunha que havia sido recentemente assassinado, tinha traços de sangue. Os oficiais interrogavam o Neófito se havia tido participação no assassinato de seu Mestre. Depois de sua resposta negativa, dois Tapixeytes, ou sepultureiros, tomam posse dele. O conduziam a uma habitação onde outros Melanephoris estavam vestidos de negro.
O Rei, que sempre assistia a esta cerimônia, abordava o aspirante cortesmente, apresentando-lhe uma coroa de ouro para sua aceitação, perguntando-lhe se considerava-se com a coragem suficiente para
afrontar as provas pelas quais deveria passar. O aspirante, sabendo que devia rechaçar a coroa, jogava-a ao chão e a pisoteava 11 (Tertuliano, Sobre o Batismo, cap. 5). Então o Rei exclamava, “Ultrage! Vingança! E brandindo o machado sacrifical, golpeava (suavemente) sua cabeça (O imperador Cômodo cumpriu este trabalho por um dia, fazendo-o de maneira tão enérgica que se voltou trágica).
Os dois Tapixeytes derrubavam o aspirante, e os Parakistes o envolviam com vendas de múmia; no meio dos gemidos dos assistentes, o transportavam através de uma porta sobre a qual estava escrito “Santuário dos Espíritos”, e a medida que se abria se ouviam trovões, relâmpagos e o suposto morto se
encontrava rodeado de fogo(Apuleio, Metamorfosis, livro 2). Charon tomava posse del como espírito, descendo entre os juízes das sombras, onde Plutão estava sentado em seu trono, tendo Radamanthus e Minos a seu lado, também Alecton, Nicteus, Alaster, e Orfeu (Deodoro de Sicilia, Orfeu, livro 4). Este temível tribunal lhe dirigía severas críticas em relação ao curso de sua vida, e finalmente o condenava a vagar pelas galerias subterrâneas. Então lhe retiravam as vendas e os atados mortuários.
Então recebia a instrução de:

1. Nunca ter sede de sangue, e sempre assistir aos membros da
sociedade, cuja vida estiver em perigo.
2. Nunca deixar um corpo morto sem sepultura.
3. Aguardar a ressurreição do morto e o futuro julgamento. 12

O novo Melanephoris tinha que estudar desenho e pintura, dado que uma parte de seus trabalhos consistia na decoração de sarcófagos e múmias. Era lhe ensinado um alfabeto particular, chamado Hierogramático, que lhe era sumamente útil, dado que a História do Egito, sua geometria, e os elementos de astronomia estavam escritos em ditos caracteres. Também recebia lições de retórica, assim saberia como dar orações fúnebres em público.
O signo de reconhecimento consistia em um peculiar abraço, cujo objeto era expressar o poder da morte. A palavra era - Monach Caron Mini - Eu conto os dias de cólera.
O Melanephoris permanecia nestas galerias subterrâneas até que lhes fosse possível julgar sua capacidade para avançar nas ciências mais elevadas; sendo obrigado a passar o restante de seus dias neste lugar se não alcançasse o verdadeiro conhecimento.

QUARTO GRAU – CHISTOPHORIS

Batalha das Sombras (Tertuliano, de Militis Corona) A duração da cólera era geralmente de dezoito meses, e havendo este transcorrido, o Tesmophores ia ver o Iniciado, o saudava gentilmente, e depois de armá-lo com uma espada, o incitava a segui-lo. Eles recorriam as sombrias galerias, quando abruptamente alguns homens com máscaras de figuras horrendas, com chamas em suas mãos e serpentes em volta, atacavam o Iniciado, gritando - Panis!
Os Tesmophores o incitavam a confrontar todos os perigos e a sobrepor-se a todos os obstáculos. Ele se defendia com coragem, porém sucumbia ao número; então, eles vendavam seus olhos e passavam uma corda em volta de seu pescoço, por meio da qual era levado à sala onde recebia um novo grau. Logo era levantado estendido e introduzido na assembléia, com grandes dificuldades para sustentar-se por seus meios.
A luz era restituída, e seus olhos ficavam deslumbrados com o brilho das decorações; a sala oferecia um conjunto de magníficas imagens. O Rei, em pessoa, estava sentado junto ao Demiurgos, o Grande Inspetor da Sociedade. Por debaixo destes altos personagens estavam sentados o Stolista (Purificador pela Água); o Hierostolista (Secretário), levando uma pluma em seu pentiado; o Zacoris (Tesoureiro); e o Komastis, ou Supervisor de Banquetes. Todos levavam a Alydee [Aletheia], verdade. Era uma decoração egípcia. Actianus, Var. Hist. liv.14, cap. 34, fala nestes termos:
“Eum omnium hominum justissimum et tenacissimum opportebat qui circa collum imaginem ex saphiro gemma confectam gestabat.”
O orador ou cantor 13 pronunciava um discurso no qual elogiava o novo Chistophoris por sua coragem e resolução. Ele insiste ao neófito para perseverar dado que somente havia completado a metade de seus labores, e que teria que suportar até mostrar provas completas de sua integridade.
Eles lhe davam uma taça cheia de uma bebida muito amarga, que chamavam cice, que devia beber [Esta era a autêntica bebida que levava o nome de Xuxeon. Ahenee, liv.9]. Eles o investiam com diversos ornamentos. Ele recebia o {anel} de Ísis (Minerva); lhe punham as {bolsas} de Anúbis (Mercúrio); o cobriam com o manto de Orci, ornamentado com um capuz. Eles lhe ordenavam tomar uma cimitarra que lhe ofereciam, com o fim de cortar a cabeça de um indivíduo que se encontraria no fundo de uma profunda caverna a qual teria que entrar, para levar-lhe a cabeça ao Rei.
Nesse momento todos gritavam - “Niobe, aqui está a caverna do inimigo!”
Ao entrar ali, ele percebia a figura de uma mulher muito bela; estava revestida de uma pele muito fina, e tão artísticamente realizada que parecia ter vida. 14 O novo Chistophoris se aproximava à figura, a tomava pelos cabelos, e lhe cortava a cabeça, apresentando-a ao Rei e ao Demiurgos. Depois de aplaudir esta ação heróica, eles lhe informavam que era a cabeça de Gorgo (Gorgo, Gorgol, Gorgona, são os nomes Egípcios da Medusa), a esposa de Typhon, que era a causa do assassinato de Osíris. Eles aproveitavam esta circunstancia para inculcar-lhe que sempre deveria ser o vingador do mal. Então recebia a permissão de por as novas roupagens que lhe entregavam. Seu nome era inscrito em um livro junto a outros Juízes do país. Ele se regozijava em livre comunicação com o Rei, e recebia seu alimento diário do Tribunal (Deodoro de Sicilia, liv. 1, de Judiciis Aegyptiorum).
Juntamente com o código da Lei, lhe davam uma decoração que só podia levar na recepção de um Chistophoris, ou na Cidade de Sais. Ela representava Ísis, ou Minerva, sob a alegoria de uma coruja; e a alegoria era assim interpretada: - O homem, em seu nascimento é cego como a coruja, e se converte em homem somente com a ajuda da experiência e da luz da filosofia. O casco expressava o mais alto grau de sabedoria; a cabeça decapitada, a repressão das paixões; o anel, uma defesa legítima contra a calúnia; a coluna, firmeza; a vasilha de água uma sede de ciência; o carcajo, adornado com flechas, o poder da eloqüência; a pica, persuasão levada a seus limites, quer dizer, que por sua reputação alguém pode causar grande impressão à distância; os ramos de palmeira e oliveira, os símbolos de paz (Grand Cabinet Romain, p.26). Eles lhe diziam logo que o nome do grande legislador era Joa 15 (Deodoro de Sicilia, liv.1, De Egyptiis Legum Latoribus). Este nome era também o nome da Ordem.
Os membros, em ocasiões, faziam reuniões onde os somente Chistophoris podiam ser admitidos. Os Capítulos eram chamados Pixon (Fonte ds Justiça); e a palavra em uso nessas tendas era Sasychis (um antigo sacerdote do Egito). Era ensinado ao Iniciado a linguagem Amúnica (O Amúnico era uma linguagem misteriosa; ver a palavra do 1º). O aspirante, havendo superado os Mistérios Menores, cujo objetivo era prepará-lo, o instruíam nas ciências humanas, até o momento em que fosse admitido aos Grandes Mistérios, e ao conhecimento da doutrina sagrada, chamada a Grande Manifestação da Luz, quando não houvera mais segredos para ele. 16

QUINTO GRAU - BALAHATE

O Chistophoris tem o direito a demandar e o Demiurgos não pode recusar outorgar este Grau. O candidato era conduzido à entrada onde era realizada a audiência, sendo recebido por todos os membros. Então era conduzido a outra Sala, disposta para uma representação teatral, na qual era, de certa forma, o único espectador, e na qual cada membro tomava parte.
Um personagem chamado Orus acompanhava vários Balahate, que portavam tochas; eles marchavam para a Sala e pareciam estar buscando algo. Orus desenbanhou sua espada ao chegar à entrada de uma caverna, a qual saiam chamas; na parte inferior dela, estava o assassino Typhon, com aparência de ânimo decaído. Ao se aproximar Orus, Typhon se levantou, tomando uma aparência terrífica, com uma centena de cabeças sobre seus ombros, todo seu corpo coberto de escamas, e sus braços de enorme longitude. Orus avançou para o monstro sem permitir ver-se amedrontado por seu terrível aspecto, derribando-o e afastando-o. Logo o decapitou, e tirou seu corpo da caverna, o qual seguia vomitando chamas.
Logo em silêncio exibiu as horrorosas cabeças.
Este cerimonial terminava com a instrução que se dava ao Balahate, que inclua a explicação desta alegórica cena. Era dito que Typhon simbolizava o fogo, que é um dos mais terríveis agentes, não obstante, o qual, nada pode ser feito no mundo sem ele. Orus representava a indústria e o labor, por meio das quais o homem realizava grandes e úteis empresas ao dominar a violência do fogo, dirigindo seu poder e apropriando-se de sua força. O Chistophoris era instruído em Química e a arte de decompor as substâncias e mudar os metais. Ele contava com a assistência de mestres quando necessitava das investigações e experiência que eles tinham nessa ciência.
A palavra da ordem era Chymia.

SEXTO GRAU - O ASTRÔNOMO ANTE A PORTA DOS DEUSES

A preparação deste grau começava pondo-lhe correntes no Candidato. Os Tesmophores o conduziam à Porta da Morte, que tinha que descer por quatro etapas, devido a que a Caverna de recepção era a previamente usada para o terceiro grau, e que nesta ocasião estava cheia de água com a finalidade de deslocamento da Barca de Caron [Caronte]. A presença de alguns sarcófagos causava impacto nos olhos do Candidato. Era informado que eles conservavam os restos daqueles membros que haviam traído os segredos da sociedade; e o ameaçavam com o mesmo destino se cometesse tais crimes.
Então era situado ao centro da assembléia com a finalidade de tomar-lhe um novo juramento. Depois de tê-lo pronunciado, lhe explicavam a história da origem dos Deuses, que eram objeto de adoração do povo, e por meio dos quais eles dirigiam sua credulidade; porém também lhe indicavam a necessidade de conservar o politeísmo para o comum das pessoas. 17 Eles ampliavam as idéias que lhe haviam sido apresentadas no primeiro grau, sobre a doutrina do Ser único que abarca todo tempo, preside sobre a união e regularidade do universo, e quem, por sua natureza, está por cima da compreensão do espírito humano.
O grau foi consagrado à instrução do Neófito no conhecimento e prática da astronomia. Ele estava obrigado a dedicar a noite a observações, e a cumprir com os labores que lhe encomendavam. Ele era advertido de estar precavido contra os Astrólogos e desenhistas de horóscopos, a quem viam como autores da idolatria e superstição, pelo qual esta Escola de Mistérios tinha aversão. Estes astrólogos haviam eleito a palavra Phoenix como palavra da ordem, à qual os Astrônomos a ridicularizaram. 18 (Heródoto, Hist. Aethiop., liv. 3). Depois da recepção, conduziam o Iniciado para a Porta dos Deuses, e o introduziam no Panteão, onde ele contemplava a todos os Deuses e os via representados por pinturas magnificentes. O Demiurgos relatava novamente a história, sem ocultar-lhe nada.
A palavra do grau era Ibis, significando grua, que significava vigilância.

SÉTIMO GRAU - PROFETA OU SAPHENATH PANCAH

(O homem que conhece os Mistérios - Jâmblico, De Mistérios Aegypt.)
Este grau era o último e o mais eminente. Nele davam a mais completa e detalhada explicação de todos os Mistérios. O Astrônomo não podia obter este grau, que estabelecia sua aptidão em todas as funções, públicas e políticas, sem o consentimento do Rei e do Demiurgos; e ao mesmo tempo o consentimento geral dos membros internos da Sociedade. Eles punham a sua disposição uma lista de todos os Grandes Inspetores, na ordem cronológica na qual haviam vivido, e também uma lista de todos os membros da sociedade espalhados sobre a face do globo. 19 Eles lhe ensinavam a dança sacerdotal que figurava o curso das estrelas (Luciano, De Saltatione).
A recepção era seguida por uma procissão pública à qual davam o nome de Pamylach (Oris circunciso - circuncisão da língua). [Esta pareceria uma expressão figurada, pela qual queriam dizer que o Neófito adquiriu todo o conhecimento que poderiam dar, sua língua era aguda, e lhe era permitido falar de todo conhecimento.] 20 Eles exibiam então ao povo os objetos sagrados. A procissão finalizava; os Membros da Sociedade partiam clandestinamente para a cidade durante a noite, retirando-se a um lugar fixado e reunindo-se novamente em algumas casas de forma quadrada, que tinham vários aposentos ornamentados com admiráveis pinturas, representando a vida humana (viagem de Lucas ao Egito). Estas casas eram chamadas Maneras (residência de Manes), porque o povo cria que os Iniciados tinham um particular tratamento com os Manes do defunto; as Maneras estavam ornamentadas com um grande número de colunas, entre as quais havia alguns sarcófagos e uma esfinge.
Ao chegar, ao novo profeta era oferecida uma bebida chamada Oimellas, (verdadeiro oinomeli, composto de vinho e mel, Athenee, Liv. 9), comunicando-lhe que havia chegado ao final de todas as provas. 21 Ele era então investido com uma cruz, cuja significação era peculiar 22 e somente conhecida aos Iniciados, que devia levar continuamente. (Rufino. Liv. 2, Cap. 29). Ele era investido com uma bela toga com raios brancos, muito ampla,chamada Etangi. Eles raspavam sua cabeça, e seu penteado era de forma quadrada. (Pierius, Liv. 32, Gd. Cabinet Romain, p. 66). O signo principal se realizava levando as mãos cruzadas nas mangas da toga, que eram muito largas. (Porfirio, De Abstinentia).
A palabra de ordem era Adon 23 (Senhor, raiz de Adonis, singular Adonai. Histor. Deor. synt. Prim., Lilio Gregor autore p. 2).
O Profeta tinha permissão para ler todos os livros misteriosos que estavam na língua Amúnica, para o qual lhe davam a chave, que chamavam Poutre Royale. (Plutarco, De Amore Fraterno. Diodoro de Sicilia, in Auditionibus). A maior prerrogativa de seu grau era a contribuição de seu voto na eleição do Rei. (Synesus, De Providentia). O novo Profeta, depois de um tempo, podia subir aos cargos da Sociedade, e ainda ao de Demiurgos.

OS OFÍCIOS E OFICIAIS

1º - O Demiurgos, Grande Inspetor da Sociedade. Ele vestia uma toga em azul céu, salpicada de estrelas bordadas, e um cinturão amarelo (Montfaucon, Liv. 2, p. 102, fig. 1) Ungerus, De Singulis). Ele levava em seu pescoço uma safira rodeada de brilhantes e suspenso em uma corrente de ouro. Ele era também Supremo Juíz de todo o país.
2º - O Hierofante estava vestido de maneira similar, exceto que levava em seu peito uma cruz.
3º - O Stolista, estava a cargo da purificação do Aspirante pela água, vestia uma toga de raios brancos e um calçado de forma peculiar. Estava a cargo da custódia do vestíbulo.
4º - O Hierostolista (Secretário), tinha uma pluma em seu penteado, e tinha em sua mão um vaso de forma cilíndrica, chamado Canonicon, para a tinta.
5º - O Thesmophores, encarregado da introdução dos Aspirantes.
6º - O Zacoris cumpria as funções do Tesoureiro.
7º - O Komastis tinha a cargo os Banquetes e controlava os Pastophores.
8º - O Odos era Orador e cantor.

BANQUETES

Todos os membros estavam obrigados a lavar-se antes de ir à mesa. Não lhes era permitido o vinho, porém podiam tomar uma bebida similar a nossa moderna cerveja. 24 Eles levavam em volta da mesa um esqueleto, o Butoi (Sarcophagus 25 , figura de um ataúde). 26 O Odos entoava um hino chamado o Maneros, que começava assim: “Oh morte! Vem em uma hora conveniente”. Todos os membros se uniam em coro.
Quando o ágape concluía todos se retiravam; alguns para atender suas ocupações, outros para dedicar-se à meditação; o maior número, de acordo com a hora, para saborear as bondades do sono, com a exceção daqueles cuja tarefa era estar de guarda para conduzir pela Porta dos Deuses (Birantha), aos iniciados de 6º que desejavam fazer observações celestes; estes estavam obrigados a passar a noite inteira e secundar, ou melhor, dirigir os labores astronômicos.

Tradução da versão inglesa, incluída no “Freemasonry of the Ancients
Egyptians”, de Manly P. Hall, por Harmakis e para o português pela
Frater Lucis IAO Abraxas.

1 O governo do antigo Egito era teocrático. Ainda que o Faraó parecia ser a cabeça do Estado, os sacerdotes eram os verdadeiros governadores do império. O rei era posto em seu trono pelos sacerdotes, mantido ali pela influência sacerdotal, e permanecia toda sua vida sob a tutela e proteção do sacerdócio. Os templos eram os santuários das Letras e das Ciências, e o saber em todos os seus ramos era cultivado exclusivamente pelo sacerdócio. Na civilização moderna é considerado como princípio sagrado que o conhecimento seja de propriedade comum; toda a humanidade tem direito a participar no conhecimento de acordo com a amplitude de suas capacidades intelectuais. Porém no Antigo Egito, o conhecimento foi considerado como um alto privilégio, e a educação estava sob a direção de um pequeno número de indivíduos escolhidos que estavam organizados nas Escolas de Mistérios ou nas instituições sagradas do Estado. Os membros destes grupos estavam unidos por vínculos, votos e juramentos de segredo.
2 O Hno. Godfrey Higgings sugere que esta é a origem da crença popular de que todos os Franco-Maçons estão marcados.
3 Os Drussos e outras sociedades conhecidas em nosso 29º seguem o mesmo antigo costume.
4 O Yoga Hindú faz o mesmo, porém isto é para dar a oportunidade de adotar costumes de hibernação, e contribuir ao resultado.
5 Por esta se entende aquela que é chamada na Franco-Maçonaria do século XVIII como o gabinete de reflexão, habitação destinada à concentração e meditação.
6 Um dos mais profundos segredos das doutrinas metafísicas da Antigüidade foi a crença em um Deus perfeito, uno, único e eterno. Os mais sábios iniciados reconheceram a unidade do divino princípio e deixaram a população ignorante e desinformada das teologias politeístas. Os Gregos, como os Egípcios, reconheciam um Deus, cujos mistérios celebravam com apropriados rituais e ritos. Os menos informados entre os Gregos, entretanto, continuavam venerando um elaborado panteão de divindades. O culto do Deus Uno era celebrado pelos maiores filósofos Gregos no templo de Eleusis, sob o pretexto de venerar a Deusa Ceres.
7 Este pode ser considerado como improvável, porém, entretanto, é certo. Os Drussos o apresentam como a última grande prova ao Iniciado, e o advertiam severamente por não cumprir com seu juramento. Isso precede às obscuras aparições na qual pode ser chamada Sala dos Espíritos, que eles fazem aparecer à vista do Iniciado pela vontade mesmérica, pelos dias de jejum e pelas provas.
8 Os Coptos possuíam a arte de privá-los do veneno.
9 O Caduceu de Mercúrio é o emblema do movimento do Sol em torno da eclíptica (nota editorial: o movimento do Sol está representado pelas serpentes, porém esta é uma das interpretações deste símbolo).
10 Clemente de Alexandria disse algo similar. Parece também confirmado por recentes descobertas de inscrições Assírias. Também existem ainda sociedades da mais antiga data, no refúgio do Himalaia, que transmitem tal informação. Em algum momento vamos dar a conhecer um escrito em relação com o tema, e mostrar a importância destas sociedades na transmissão dos Antigos Mistérios e da Moderna Franco-Maçonaria. Quando relacionamos esta particularidade com o comentário que encontramos em um famoso livro, encontramos sem dúvida que a similitude dos sistemas merece l concentrada atenção dos pensadores. Não devemos esquecer que o autor do Gênesis havia sido levado à corte do faraó Egípcio e havia sido iniciado nos Mistérios. Em outras palavras, ele havia adentrado profundamente nos segredos do templo e havia obtido a posse de um conhecimento secreto, cuja profunda significação nunca foi posta em dúvida. Moisés, assim mesmo, alcançou a maestria no princípio da legislação religiosa e deu prova disso quando se converteu em líder de seu povo.
11 Nos Mistérios de Mitra ele respondia, “Mitra é minha Coroa”.
12 El Editor afirma que este es un error, atribuido a Platón, que habría comprendido mal su instrucción Egipcia.
13 Ninguém pode duvidar que as linguagens antigas eram harmoniosas em sua pronunciação. As linguagens primitivas estavam compostas somente de consoantes. O leitor inseria as vogais de acordo com certas regras aceitas. Este é um dos princípios da Qabalah. Os oradores e sacerdotes, ao recitar coisas sagradas se expressavam em uma espécie de canto. A poesia é a linguagem dos Deuses, e é natural conferir um certo ritmo à recitação de hinos e poemas sagrados.
14 Os antigos provavelmente conheciam a epiderme que cobre o interior da papada do boi. Tem diversos usos, o mais importante na cirurgia.
15 A palavra Jehová expressa, sem dúvida, Joa. É significativo que esta última seja a palavra sagrada do grau 88 de Misraim. É devido a um erro que é escrita como Zao nos livros dos Ritos, e no Tuileur de Tous Les Rites [Orientador de Todos os Ritos], pág.421, entretanto, verdadeiramente podemos dizer que o J ou Dja dos Hindus era expressa pelo Z em alguns países.
16 Jâmblico explica isto claramente. Os Sacerdotes exibiam ao Epoptae as variadas ordens de Espíritos. O Herói, os semi-deuses, as potências elementais, arcanjos, anjos e Espíritos tutelares. Mais ainda, eles descreviam e explicavam a origem e as qualidades destas diferentes ordens do mundo superior, de uma forma clara e precisa, mostrando a grande perfeição à qual haviam chegado na ciência da Teologia. - John Yarker.
17 A tradição do politeísmo não era absurda em suas origens. Estas tradições eram resultado da invenção de engenhosos emblemas, desenhados para revelar os princípios da vida e dos trabalhos da lei universal. Os emblemas mesmos foram confundidos com os princípios que representavam. Assim, por exemplo, o boi foi utilizado para simbolizar a força, porém, no curso das idades, o verdadeiro significado foi esquecido e os homens renderam culto ao boi, não como uma figuração, senão como uma realidade. Os Heróis eram venerados por suas prodigiosas ações, extraordinárias virtudes, estando em gratidão pelos serviços por eles prestados à sociedade. Depois de um tempo, os mortais não imaginativos deificaram estes heróis, honrando aos homens antes que às virtudes que eles representam. Assim é como a superstição desnaturaliza as coisas razoáveis, levando ao ignorante o erro e os abusos que inevitavelmente resultam do erro.
18 Nesses remotos tempos, os sacerdotes professavam as doutrinas mais sãs e iluminadas, e eram os inimigos da ignorância, a traição, o engano e a superstição. É uma verdade demonstrada por milhares de exemplos, que o conhecimento desenvolve a inteligência; que as luzes da Filosofia, ao elevar a alma, expandem a razão e conduzem ao homem a idéias que são justas, opiniões que são sábias, sentimentos que são filantrópicos, e ações que são honráveis e proveitosas.
19 Com a declinação dos Mistérios pagãos, os membros das escolas secretas se separaram, e viajando a diferentes partes do mundo, eles espalharam os fragmentos das velhas doutrinas entre muitas raças e povos. Assim, uma porção da filosofia professada por aqueles que viviam junto ao Nilo penetraram nos bosques da Alemanha, onde se mesclaram com práticas bárbaras e perderam sua pureza e sublimidade. As perseguições religiosas nas diferentes eras deportaram iniciados que espalharam as filosofias em nações estrangeiras. É fácil entender como as sábias doutrinas, disseminadas entre gente inculta, perderam seu sentido, e se degradaram em despotismo teológico e superstição fanática. Thomas Paine, menciona investigações que realizou acerca da origem da Franco-Maçonaria entre os hábitos e práticas dos Druidas. Outros escritores sustentam que a Franco-Maçonaria teve suas origens nos ritos praticados nas Pirâmides. Isso indicaria que a presença de simbolismo Franco-Maçônico entre tantos povos diferentes, aponta a uma origem comum dos símbolos, da doutrina e da interpretação.
20 Esta é provavelmente uma nota de um Irmão Francês, que traduziu o trabalho do Alemão. É provável que a circuncisão fosse real e não figurativa. Os praticantes Hindús de Hatha Yoga, tem a língua cortada na parte de baixo para que esteja solta, de maneira de poder inserir a ponta na garganta, e assim deter a respiração. - J. Y.
21 O relato referente ao doce e agradável licor que se oferecia ao novo profeta deveria entender-se alegoricamente. A taça representava o conhecimento ou sabedoria da qual os homens bebem como de uma fonte de água viva.
22 A forma da Cruz nos leva muito mais anteriormente da origem do Cristianismo. Os Gregos, por exemplo, usavam ornamentos cruciformes. Suas construções, consagradas a várias crenças religiosas, estavam construídas em forma de cruz. Esta forma representa os quatro pontos cardeais ou ângulos do mundo.
23 A palavra Adon significa senhor e é a raiz de Adonis, que é o singular de Adonai.
24 Os sacerdotes Egípcios eram muito estritos no uso de qualquer bebida alcoólica e não permitiam vinhos ou bebidas fortes em nenhuma de suas ordens. Maomé concordou com esta atitude e fez da temperança um dos pilares do Islã.
25 É daqui, segundo parece, que a palavra sarcófago teve sua origem.
26 De acordo com as antigas tradições, nos banquetes importantes sempre se encontrava sentado um esqueleto humano no lugar de honra, recordando os participantes que ainda quando festejavam e se divertiam, a morte nunca estava longe deles; para usar um velho adágio, vive bem neste mundo, porém nunca esqueças que prontamente deixarás este estado temporal.
27 Também há uma tradução muito semelhante a essa em português, do livro Ritual do Grau de Mestre, de J.M.Ragon - Editora Pensamento.